Prevenção é a palavra chave

A segurança de todas as atividades realizadas tanto em computadores pessoais, como no ambiente de trabalho, vai depender das medidas preventivas tomadas para garantir que todas as operações funcionem adequadamente. Invasões podem levar a prejuízos tais como roubo de senhas e números de cartões de crédito, acesso a informações não-autorizadas, alteração de dados pessoais e comerciais e mau funcionamento do computador.

De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), um computador pode ser chamado de seguro se cumprir com três requisitos básicos: confidencialidade (informação disponível só para autorizados), integridade (informação não é destruída ou corrompida), e disponibilidade (recursos do sistema estão disponíveis quando necessários).

Um conjunto de ações e de ferramentas de segurança pode bloquear o computador de ataques externos, como vírus, worms, Cavalos de Tróia, spywares, spams, entre outros. As principais medidas incluem o cuidado na elaboração e manutenção de senhas, a utilização de antivírus, bloqueadores e filtros, o manuseio adequado de arquivos anexados aos e-mails, a configuração de browsers e leitores de mensagens e a realização de cópias de segurança.

Antivírus

Os antivírus são softwares que detectam e eliminam vírus, worms e códigos maliciosos de computadores ou rede infectados, além de fornecer proteção contra novas invasões. Normalmente, são os antivírus que garantem a segurança durante bate-papos, envio de e-mails ou troca de arquivos. É importante que o antivírus utilizado possua atualizações automáticas a fim de garantir que as novas pragas também sejam encontradas e eliminadas.

Os vírus se espalham facilmente através de disquetes, e-mails e programas baixados da internet. Os problemas que eles causam vão desde a alteração ou cópia de alguma informação, até a formatação total do disco rígido (HD). Por isso, é extremamente importante ter um antivírus instalado no computador para varrer, detectar e limpar as pragas que prejudicam o bom funcionamento da máquina.

Um bom antivírus

De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), um bom antivírus é capaz de identificar e eliminar a maior quantidade possível de códigos maliciosos, analisando, inclusive, arquivos obtidos pela internet. O software deve fazer verificações periódicas dos discos e unidades removíveis, assim como de arquivos anexados a e-mails. O antivírus ideal atualiza as assinaturas de vírus e malwares, pela rede, de preferência diariamente, e também permite a criação de uma mídia de verificação que será usada caso um vírus afete o antivírus.

Mas como usuário, o que se deve fazer para usar corretamente um antivírus? As dicas são simples: manter o antivírus e suas assinaturas sempre atualizados; configurá-lo para verificar automaticamente mídias removíveis (CD, DVD, pen drives, disquetes, etc), assim como arquivos anexados aos e-mails ou obtidos pela internet; ajustá-lo para verificar qualquer formato de arquivo e criar um disquete de verificação para casos em que o computador tiver funcionamento anormal. As atualizações do antivírus podem ser obtidas nos manuais do software ou nas páginas das empresas fabricantes. Alguns programas permitem fazer um update automaticamente via internet.

Como sei que estou infectado? Quais são os sintomas?

Cada vírus possui sintomas diferentes. Alguns dos sintomas mais comuns são:

  1. Seu computador apresenta uma intensa atividade na rede, mesmo quando todos os programas que fazem uso dela estão fechados.
  2. Janelas falsas do Internet Explorer abrem quando você visita sites de banco.
  3. Você não consegue abrir o Gerenciador de Tarefas.
  4. Programas que você não instalou aparecem em seu micro.

Fui contaminado, e agora?

Se, apesar de todas as precauções um vírus se instalar no computador, algumas dicas podem ajudar na desinfecção. A primeira delas é procurar se desconectar da internet. Desta forma, evita-se que o vírus se propague ou que um pirata piore o caso. Também é recomendável não reiniciar o computador, já que alguns vírus se lançam e se reproduzem nos sistemas a cada vez que a máquina é ligada. Em seguida, a dica é tentar descobrir qual ação ou qual acontecimento levou à ocorrência do problema: a abertura de um arquivo, o download de um programa, uma visita a uma página da internet, etc. Desta maneira, é possível identificar a praga, pesquisando em sites de referência em segurança ou em fóruns especializados. Para desinfectar, passe um antivírus através da internet para identificar definitivamente a praga. Em função da resposta, a ferramenta de desinfecção (ou anti-spyware), como o Spybot S&D ou Ad-Aware, se encarregará de limpar a máquina.

Apesar de garantirem a proteção dos computadores, existem certos tipos de ataques os quais os antivírus não podem impedir. Nesses casos, também se deve abrir mão de outros mecanismos de defesa, como o firewall e o anti-spyware. O spyware é um programa que tem o objetivo de descobrir informações sobre uma pessoa ou organização, capturando informações de tudo o que é digitado no teclado. Em razão disso, é importante utilizar essas ferramentas – anti-spyware e firewall – em conjunto com antivírus para dar ao computador proteção máxima.

Os antivírus podem ser adquiridos em lojas especializadas em computação ou através da internet. Outros podem ser baixados gratuitamente. Exemplo:Avast

Firewall

O firewall (porta corta-fogo, do inglês) pode ser considerado um sistema ou um conjunto de sistemas capaz de reforçar o controle de acesso entre duas ou mais redes, impedindo o acesso a dados não-autorizados. Ele é formado pela combinação de software e hardware e compreende dois mecanismos: um que bloqueia o tráfego de informações e outro que permite a circulação. Alguns firewalls trabalham dando ênfase ao bloqueio, outros ao acesso, uns trabalham através da filtragem de pacotes e outros se baseiam no controle de aplicações. A escolha entre um e outro vai depender da vontade do usuário entre permitir ou negar a entrada de informações. Se bem configurado, o firewall pode impedir o envio de informações coletadas por spywares para terceiros, ou bloquear o acesso a backdoors, por exemplo.
– Normalmente os firewalls criam arquivos em seu computador, denominados arquivos de registro de eventos (logs). Nestes arquivos são armazenadas as tentativas de acesso não autorizado ao seu computador, para serviços que podem ou não estar habilitados – diz texto da Cert.br.

O firewall pessoal, segundo o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), é utilizado para proteger um computador contra acessos não autorizados vindos da internet. De acordo com o Centro, determinados programas de firewall analisam constantemente o conteúdo que circula pela rede, barrando vírus, cavalos de tróia e outros tipos de malware. Outros funcionam lado a lado com os antivírus, aumentando o nível de segurança. Ressalta-se que o trabalho conjunto dos dois mecanismos – firewall e antivírus – é o que garante maior segurança do computador, já que o firewall pode impedir ataques não detectados pelos antivírus e vice-versa.

Os programas de firewall podem ser tantos adquiridos como baixados gratuitamente em determinados sites:baixaki.ig.com.br . Vale lembrar, no entanto, que tanto o Windows XP como o Linux já possuem firewalls. No primeiro caso, no entanto, o sistema não é considerado muito eficiente, mas é de fácil operação pelo usuário não-experimentado. Para ativá-lo, é necessário ir em Iniciar – Configurações – Conexões de Rede – Conexão Local – Propriedades – Avançado. Neste ponto, habilite o firewall de conexão com a internet. Já o Linux vem com a ferramenta IPTables que funciona, inclusive, para trabalhos em rede. Contudo, o seu funcionamento é mais complexo e exige conhecimento. Antes de obter um firewall, é recomendado verificar sua procedência e certificar-se que o fabricante é confiável.

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